quinta-feira, 18 de junho de 2009

Máquina no café

É a máquina no café. Quente, barulhenta, grande. Alimenta quem ali vai todos os dias, nem que seja por uns instantes. Ela brilha e sem ela nenhum café deste país podería ser considerado como tal. Ocupa mesmo o lugar central. Ninguém dispensa a máquina no café, seja ao pequeno-almoço, almoço, lanche ou jantar. O que dela sai a todos aquece e reconforta nos dias de Inverno. O que dela sai é barato e faz muitos dizerem que não sabem viver sem ela. Que diferença faz uma televisão no café.

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terça-feira, 5 de maio de 2009

Destruição Global

Mais um. Desta vez, anuncia-se o fecho eminente do histórico jornal norte-americano Boston Globe. A cidade ficará apenas com o tablóide Boston Herald, o qual - e isto não é piada - conta só com dez jornalistas. Depois admirem-se que a estupidez grasse por todo o lado, a uma velocidade e com um vigor bem maiores que a de qualquer outro vírus.

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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Recibo filosófico

Ao arrumar a papelada, para melhor proceder à entrega online da declaração de IRS do ano anterior, um recibo de despesa na farmácia chama-me a atenção. O gasto num qualquer medicamento até já fora feito em 2006 ou 2007, e, portanto, sem qualquer efeito para a declaração em causa. Mas um dito na base do papelinho processado por computador causa-me uma perplexidade inesperada. "Não basta existir, é preciso viver". Nunca uma "entrega do IRS" me tinha feito reflectir tanto.

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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Carne no assador

Não que me importe muito com a questão, mas uma dúvida ocorre-me enquanto a TV está em pano de fundo: Quando é que estreia a próxima série televisiva que não tenha que ver com gente morta, investigação criminal, polícia científica e magos de laboratório? 

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sexta-feira, 13 de março de 2009

O manual

Princípio de tarde soalheiro. Junto ao caixote do lixo, sob o pavimento, uma pilha de pequenos livros de páginas amareladas. No topo dela, em capa azul escura e neutrais letras brancas ocupando o centro da mancha, um título jaz em disponibilidade tépida para ser lido. "Manual do Inferno". Será? Ou antes "Manual do Interno"? O olhar não obriga a cabeça a virar-se e a desfazer a dúvida. Uma e a mesma coisa, afinal, pensei.

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quarta-feira, 11 de março de 2009

O vazio digital

yhtjhthfrtwerhje4iot
; )       MSN                 Oi, tudo bem?

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sexta-feira, 6 de março de 2009

Dilema em desagregação

Causa alguma desorientação. Não seria muito fácil de entender o dilema em que vivíamos, até aqui, nas sociedades ocidentais e que agora ameaçam ruir, tal como as entendemos: consumimos o que podemos; podemos porque consumimos ou, simplesmente, consumimos porque podemos?

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terça-feira, 25 de novembro de 2008

Big business in a big world (o lamaçal)


Caso existissem dúvidas, os últimos desenvolvimentos em torno do "escândalo BPN" adensam ainda mais a persistente sensação de que o "sistema" é gerido de forma tendente a, no mínimo, conduzir a um processo de entropia. Ou seja, leva à sua própria destruição. Do sistema (nós), claro. Porque estes senhores sabem sempre tratar-se bem. Em simultâneo, o Banco Privado Português dá sinais de que dificilmente conseguirá sobreviver sem ser ajudado. Clama agora João Rendeiro, presidente do BPP, pelo socorro de nadador-salvador Estado. Que se saiba, não terá tamanha sorte. Mesmo tendo como atenuante o facto de, até ver, se lhe desconhecerem malabarismos semelhantes aos protagonizados por Oliveira e Costa, não deixa de causar uma sensação de estranheza ver os banqueiros a virarem-se para o Estado quando a coisa aperta. Não são eles quem o zurze em permanência, queixando-se da falta de "resultados" e de "eficácia"?  

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